domingo, 22 de fevereiro de 2009

Homem da Meia-Noite sai em defesa do meio ambiente pelas ruas de Olinda


Olinda - Carnaval só começa mesmo depois que ele passa. As roupas e o estilo são um dos segredos mais bem guardados da festa em Olinda. À zero hora em ponto de domingo, o Homem da Meia-Noite sai do seu clube, na Rua Bonsucesso, para encantar os moradores e turistas.

Este ano, cerca de 500 mil pessoas já esperavam o boneco gigante na praça, mesmo debaixo de muita chuva. Para esta edição, algumas novidades: o gelo seco e os fogos de artifício.

A dona-de-casa Rosilda Alves chegou cedo para conseguir um bom lugar para o encontro.

“Ah, menina, esse homem, todo mundo fica encantado. Ele tem o segredo de ser um gentleman. Quando ele sai à meia noite e se vira para as mulheres, sai cumprimentando a todas nós com aquele ar de gentleman. Isso que deixa a gente emocionada. Acompanho há 25 anos. Quer chova, quer faça sol, eu estou aqui.”

Este ano, o Homem da Meia-Noite saiu com um fraque ecológico, com motivos ambientais, para defender a preservação da natureza. O tema, segundo o diretor do clube, Luiz Adolpho, atualiza a missão social do boneco gigante, que completou 77 anos no dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá.

“Nosso tema é referente à natureza que está tão desgastada, maltratada. Nada melhor do que juntar o gigante da meia noite com o gigante da natureza para fazer essa homenagem”, explica Adolpho, há sete anos à frente da direção do clube.

“Agora, como é meu último ano de gestão, eu fiz uma avaliação de que setor tinha nos ajudado mais. E vimos que foram os meios de comunicação. Por isso, eles também estão sendo homenageados. Nada melhor do que juntar o gigante da meia noite, com o gigante da natureza e da comunicação para fazer essa grande festa.”

Um dos comunicadores homenageados pelo Homem da Meia-Noite no carnaval deste ano é o radialista Ednaldo Santos. Ele é conhecido por ser um dos únicos comunicadores da cidade a produzir e apresentar um programa só com música pernambucana, frevo, maracatu e caboclinho. Ednaldo defende mais espaço para a produção regional nos meios de comunicação.

“O comunicador atual deveria estar mais ligado à cultura da sua terra. Há até, o que é um absurdo, uma certa discriminação quando se fala em tocar frevo. As pessoas falam que é uma música de época, que só deve se tocar no período de carnaval. Mas você chega nessa época e você ainda tem restrições de alguns veículos de comunicação, que não tocam frevo. Isso tem que mudar definitivamente.”

O funcionário público Pedro Garrido da Silva, conhecido como Pedro Mangabeira, é o carregador oficial do Homem da Meia-Noite há 20 anos. Além de muita honra, ele conta que a missão exige tranqüilidade e senso de humor.

“O segredo pra levar o 'homi' é muita responsabilidade na hora, tranquilidade e os preparativos na semana pré-carnavalesca para fazer a animação dos foliões. As mulheres querem beijar, tocar, e as crianças só dormem depois que ele passa. O percurso dele todinho é só de emoção.”

O clube do Homem da Meia-Noite foi transformado em Ponto de Cultura Nacional há dois anos. Segundo o vice-presidente do clube, Paulo Botelho, os recursos repassados pelo Ministério da Cultura têm financiado oficinas de dança e música para as crianças e jovens de Olinda.

“O Ponto de Cultura foi importante para dar sustentação a esse projeto social com 60 crianças. Os blocos têm o costume de só ter grana na época do carnaval. Com o ponto, deu pra gente dar uma respirada e ter grana durante o ano todo.”

O Homem da Meia-Noite e outros bonecos gigantes continuam a desfilar em Olinda até a Quarta-Feira de Cinzas. Na terça-feira (24), acontece a 22ª edição do grande encontro de bonecos gigantes da cidade.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Cetesb interdita aterro de Itapuí por falta de licença


Alcir Zago
alcir@comerciodojahu.com.br
Priscila Donato
prisciladonato@comerciodojahu.com.br

A agência de Bauru da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) interditou na manhã de ontem o aterro de Itapuí. Os motivos são falta de licenciamento e má operação. O prefeito José Gilberto Saggioro (PPS) diz que vai se reunir com o órgão ambiental para discutir o assunto.
A situação do depósito de resíduos sólidos de Itapuí é tão crítica que a companhia o classifica como vazadouro. “Aterro sanitário é licenciado, tem projeto”, explica o gerente da Cetesb de Bauru, Marcelo Antunes Ribeiro.
Segundo ele, vazadouro é o local onde se despejam resíduos sólidos sem a adoção de medidas de proteção ao meio ambiente.
Ribeiro diz que o aterro de Itapuí está em situação irregular porque não tem licenciamento. Outros problemas são a ausência de cobertura do lixo e a presença de catadores. O gerente informa que a interdição é definitiva. “Emergencialmente terão de levar o lixo para aterro licenciado na região”, diz. “Depois terão de providenciar uma nova área e fazer o licenciamento.”
Em 2005 o aterro de Itapuí já estava com sua capacidade esgotada. Há quatro anos o promotor de Justiça da Comarca de Jaú, Jorge João Marques, ingressou com ação civil pública contra o município para que fosse obrigado a fazer, em seis meses, um novo aterro. A Justiça a julgou procedente a ação em setembro de 2006. O município recorreu ao Tribunal de Justiça em novembro de 2007. O processo aguarda julgamento.
O prefeito de Itapuí, José Gilberto Saggioro, por meio da assessoria de imprensa, diz que tentará marcar reunião emergencial com a Cetesb para discutir solução para o problema. Informa também que solicitou recursos do governo estadual para a instalação de novo aterro, mas não obteve retorno.

Fonte: Jornal Comercio do Jahu

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ministério do Meio Ambiente abre 200 vagas para agente administrativo


O Ministério do Meio Ambiente (MMA) abriu novo concurso público com oferta de 200 oportunidades para o cargo de agente administrativo, que exige formação de nível médio. A seleção será elaborada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). As informações podem ser encontradas no Diário Oficial da União, na página 89 da terceira seção.

Os candidatos inscritos deverão passar apenas por avaliações objetivas, com questões sobre conhecimentos básicos e específicos. Esta etapa, de caráter eliminatório e classificatório, deve ser aplicada no dia 5 de abril, apenas no Distrito Federal. A remuneração prevista é de R$ 1.947, em regime de 40 horas de trabalho semanais.

Quem tiver interesse em participar pode entrar no site www.cespe.unb.br/concursos/mma2009 e efetuar a inscrição dos dias 20 de fevereiro a 8 de março. A taxa de participação é de R$ 57. Aqueles que não tiverem acesso à rede podem se cadastrar nos computadores disponibilizados pela empresa organizadora na UnB, Centro Universitário Darcy Ribeiro, ICC, ala norte, mezanino, Brasília/DF.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lula se reúne com novos prefeitos e prefeitas dias 10 e 11


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abre na terça-feira (10) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, convocado pelo Palácio do Planalto. O presidente quer debater com os dirigentes municipais recém- eleitos sobre temas importantes que preocupam o povo brasileiro como o desmatamento na Amazônia, a mortalidade infantil, o analfabetismo, o sub-registro civil e o combate à pobreza, entre outros. O objetivo é aproximar o governo federal dos novos gestores municipais e reafirmar a relação de respeito e diálogo.

O encontro está programado para dois dias (10 e 11) e é esperado um público de 10 mil pessoas, entre prefeitos, prefeitas e assessores. Durante o período, serão apresentados aos prefeitos e prefeitas eleitos os principais programas federais que já contribuem para a solução dos problemas brasileiros. Aos participantes, o presidente da República vai dizer que "não importa o tamanho da sua cidade, você vai encontrar no governo federal um parceiro para cumprir o compromisso de uma gestão municipal de qualidade, que promova a inclusão social".

O Ministério do Meio Ambiente participa do encontro no dia 11 com palestras nos principais painéis e em oficinas paralelas. No dia 11, das 14h30 às 16h, Minc participa da oficina Amazônia: Opções para a produção rural sustentável. A oficina tem como proposta incentivar os novos gestores da Amazônia Legal a implementarem políticas públicas integradas com os governos federal e estaduais voltadas à transição do modelo produtivo no meio rural para a sustentabilidade.

Em sua palestra, o ministro do Meio Ambiente vai falar sobre Fazer e ser diferente com a produção sustentável. Vai também apresentar os compromissos do Plano Nacional Sobre Mudança do Clima e o controle do desmatamento; as alternativas no plano normativo, com o Cadastramento Ambiental Rural e ZEE; o Fundo Amazônia, FNMA, Pagamento por Serviços Ambientais e Pró-recuperação e Concessão Florestal e Ecoturismo. A oficina terá a participação dos ministros Reinhold Stephanes, da Agricultura, e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, e do presidente do Banco da Amazônia, Abidias José de Souza Júnior.

Em seguida, às 16h, o ministro Carlos Minc, participa do Painel PAC - Habitação e Saneamento Ambiental: parceria com os municípios do Brasil. O debate terá a participação do ministro das Cidades, Márcio Fortes, da presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, e do presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Danilo Forte. Alguns prefeitos estarão presentes para oferecer depoimento sobre experiências municipais bem-sucedidas.

O MMA participa ainda do encontro por meio de duas outras oficinas. A primeira delas está marcada para as 8h30 do dia 11 e vai tratar o assunto: Políticas públicas de resíduos sólidos urbanos e apoio a auto-organização dos catadores e materiais recicláveis. O diretor do Departamento de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, participa como palestrante e vai discorrer sobre A Política Nacional de Resíduos Sólidos / Instrumentos (responsabilidade do gerador/benefícios aos catadores); sobre a Lei de Saneamento Básico; a Regionalização e Gestão Associada e Integrada dos Resíduos Sólidos Urbanos e sobre o Licenciamento Simplificado de Aterro de Pequeno Porte.

A outra oficina vai tratar dos Consórcios Públicos: um instrumento de cooperação federativa para o desenvolvimento do Brasil. O evento está marcado para as 10h30 e terá como objetivo incentivar prefeitos e prefeitas para a formação de consórcios públicos. O diretor de Ambiente Urbano do MMA falará sobre Consórcios Públicos para Gestão Integrada de Resíduos Sólidos - experiência do Ministério do Meio Ambiente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

É possível


Marina Silva
De Brasília (DF)

Encerrado o Fórum Social Mundial de Belém, o próximo deverá ser descentralizado e somente em 2011 teremos outro encontro do porte deste, do qual participaram 130 mil pessoas, imbuídas da certeza de que um outro mundo é possível. E de que ele surgirá da rejeição dos modelos estabelecidos e da capacidade de estruturar propostas, espaços e processos inovadores e movidos por valores de justiça, equidade e equilíbrio social e ambiental.

É difícil fazer um balanço, ou melhor, talvez não caiba um balanço para algo cuja marca é a diversidade de idéias, conhecimentos, culturas, idades, condição econômica, nacionalidades, línguas. Talvez seja mais adequado apenas transmitir algumas impressões do que me foi dado vivenciar e observar nesses dias em Belém, dentro da vasta agenda de eventos simultâneos do Fórum. Participei de vários debates e o que mais me chamou a atenção foi o grande interesse da juventude por temas ligados ao meio ambiente. No último, sobre crise ambiental planetária e mudanças climáticas, juntamente com o professor Leonardo Boff e o indiano Vinod Reida, o auditório lotado de maioria jovem ouviu em postura silenciosa e concentrada e, pela reação ao final, demonstrou sua mobilização e compromisso com o tema.

Ao mesmo tempo, quando os participantes eram mais diversificados, observei que não havia diferenciação nem de idade nem de situação econômica e nem de origem ou cultura, na preocupação em entender a crise ambiental planetária e, principalmente, em fazer alguma coisa. E, embora esse fazer ganhe inúmeras traduções, a depender da visão social e das possibilidades de cada pessoa, senti a força da disposição concreta para o agir agora.

Não se trata de um discurso sobre o inatingível e inalcançável, de uma dimensão além do alcance de cidadãos comuns. Há um entendimento de que a cada um é possível, sim, dar uma contribuição. Como se um dissesse: eu já faço algo, mas como posso fazer mais? E o outro respondesse: ainda não estou fazendo, como posso começar a fazer?

Mas também há consciência clara de que é insubstituível o papel de governos, instituições multilaterais, grandes empresas e outros atores cujo porte os faz responsáveis por desencadear ações com o impacto necessário a catalisar as iniciativas da sociedade e estabelecer novos padrões e paradigmas. É uma pena que a maioria dos políticos e das estruturas de poder não esteja antenada para essa energia. Enredam-se em saídas velhas para a crise econômica, não reconhecem a dimensão da crise ambiental, não vêem como as duas são inseparaváveis e se perdem em discursos igualmente velhos.

Saí do Fórum segura de ter tido a oportunidade de constatar, por uma boa amostragem - a das pessoas engajadas ou dispostas a um engajamento maior e, portanto, prontas para multiplicar suas inquietações e conhecimentos - que a inserção do tema ambiental está mudando em todos os segmentos sociais. Deixa de ser um campo restrito para capilarizar-se no cotidiano e ganhar lugar essencial nos acontecimentos da vida coletiva e individual. Meio ambiente já tem a visibilidade de uma nova força mobilizadora. O maior exemplo foi a maneira integrada como a crise econômica e a crise ambiental fundiam-se nas falas e manifestações nos diferentes eventos.

Tive, inclusive, a sensação de que a própria situação mundial de aumento de incertezas faz com que as pessoas reposicionem suas referências. O pragmatismo dá lugar aos valores e aos sonhos, os únicos sólidos o suficiente para ancorar a esperança. Pode parecer um paradoxo, porque os sonhos poderiam ser vistos justamente como algo intangível, etéreo, sem substância para nos ancorar, mas creio que acontece o contrário. É nesses momentos que percebemos o quanto as bases materiais da sociedade são inseguras, voláteis, imediatistas e geradoras de cultos a ilusões desprovidas da profundidade de que precisamos para direcionar a vida e lhe dar sentido.

Estamos numa conjuntura propícia a essa busca na qual nos questionamos e encontramos disposição para mudar. E é nessa conjuntura que a defesa do meio ambiente deixa de ser uma militância marginal e específica para se inserir no centro da construção de alternativas de organização social e econômica que representem um avanço real diante do fracasso do modelo consumista, utilitarista e excludente que nos levou aos impasses atuais.

Assim, é importante não se deixar levar por notícias que acabam dando uma visão folclorizada do Fórum, como se fosse um reduto de malucos, radicais e retóricos. É que, ao contrário de Davos, onde o recorte do poder é condição para sentar-se à mesa, o Fórum é amplo, aberto, e só exige a disposição para mudar o mundo. Utopia? Felizmente, sim.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Supermercado inova com cobrança por sacolinhas


Elas são companheiras fiéis em quase todas as compras. Brancas ou coloridas, as sacolas plásticas fazem parte do dia-a-dia do consumidor. Seu uso tornou-se tão comum que poucos param para pensar para onde elas vão quando são descartadas pelos usuários. A resposta muitas vezes assusta. Como são feitas de material não biodegradável, elas levam séculos para se decompor e podem causar prejuízos ao meio ambiente. Segundo ambientalistas, 90% de todo o plástico produzido no mundo ainda se encontra no meio ambiente e entope tubulações de águas pluviais, agrava enchentes e asfixia o solo.
Pensando numa saída para reduzir o consumo das sacolinhas plásticas, os supermercados vêm investindo em alternativas para os consumidores. Alguns oferecem embalagens confeccionadas com materiais ambientalmente corretos como papel, papelão e plásticos oxi-biodegradáveis, enquanto outros cobram pelas sacolinhas, uma forma de incentivar os consumidores a levarem suas próprias sacolas para transportar as compras.
A medida não agradou a todos os consumidores. Muitos reclamam da cobrança, visto que a doação das sacolinhas é um brinde comum em todo o comércio. Porém, agradável ou não, a iniciativa está se tornando cada vez mais popular.
Em Rio Claro, uma rede de atacado recentemente instalada no município trouxe a novidade para a cidade. A loja cobra R$ 0,12 por sacolinha utilizada pelo consumidor. No entanto, a sacola fornecida é maior e confeccionada com um material mais resistente que as embalagens comuns. Além das sacolas plásticas, o mercado oferece outros dois modelos de sacolas retornáveis, em algodão e nylon, com custo de R$ 3,90 e R$ 7,90, respectivamente.
Como acontece com toda novidade, sempre há resistências iniciais. De acordo com o gerente do atacado, Moisés de Oliveira Leme, alguns clientes reclamam, mas acabam entendendo que essa prática segue uma tendência mundial. "As pessoas reclamam, mas acabam entendendo o conceito", comenta Leme.
Segundo ele, a medida atende o lado social e o comercial, já que reduz os custos e incentiva o consumidor a evitar o uso de sacolas plásticas, ajudando o meio ambiente. A prática é uma norma seguida por todas as 30 lojas da rede. "Alguém tem que começar", declara Leme. "Acredito que num futuro próximo essa será uma tendência mundial", acrescenta.
O gerente explica que quem não quiser comprar as sacolas tem a opção de levar sua própria embalagem ou ainda fazer uso das caixas de papelão disponibilizadas pelo estabelecimento. Ele conta que parte da renda obtida com a venda das sacolinhas é doada para uma entidade filantrópica, no caso a AACD.
Leme salienta que a medida não encontrou muita resistência por parte dos consumidores. A iniciativa da rede em incentivar a redução do consumo das sacolas plásticas rendeu à loja a obtenção de um selo verde fornecido por uma entidade ambiental.
A prática adotada pela loja já está promovendo uma reação em cadeia. Além de educar o consumidor sobre a importância de preservar o meio ambiente, os fornecedores da loja também começam a manifestar o desejo de se engajar nessa luta. O gerente conta que alguns fornecedores já estudam a possibilidade de confeccionar suas embalagens com material biodegradável, um prenúncio claro de que eles estão se moldando ao momento.
A prática adotada pela loja de Rio Claro está sendo repetida pela maioria das grandes redes de supermercado e atacado em todo o País. Há municípios brasileiros em que até mesmo existem leis proibindo o uso de sacolas plásticas nos supermercados. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou projeto de lei (534/2007) do deputado Sebastião Almeida (PT) que obrigava os supermercados a usarem embalagens plásticas oxi-biodegradáveis, mas o projeto foi vetado pelo Executivo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Marina critica corte de verba para Meio Ambiente


De Soraya Aggege e Maiá Menezes em O Globo:

A notícia do corte preventivo de 79% no orçamento do Ministério do Meio Ambiente teve forte repercussão no Fórum Social Mundial, que ontem centralizou os debates em torno da Amazônia e do aquecimento global.

A senadora e ex-ministra Marina Silva (PT-AC), que tem evitado críticas ao governo, se mostrou indignada. Disse que a medida é incoerente e contraditória.

A cúpula petista, concentrada no Fórum, evitou declarações formais, mas, nos bastidores, líderes se diziam constrangidos com a medida, que arrancou críticas de ativistas.

- Trata-se de uma incoerência com o nosso projeto. O orçamento do Meio Ambiente já é muito pequeno. Além disso, há uma falsa idéia de se cortar custeios do ministério, mas, nesse caso, as verbas são para a fiscalização do Ibama e para unidades de conservação criadas pelo próprio presidente Lula. O que faremos? Vista grossa?- disse Marina.

Leia mais em Marina acusa governo de incoerência por corte de verba do Meio Ambiente no Orçamento

O bloqueio de R$ 37,2 bilhões do Orçamento da União foi interpretado pela oposição como um indicativo claro de que a crise econômica é grave e, pela primeira vez, o governo estaria admitindo essa gravidade. Leia mais em Orçamento: oposição critica redução de investimento

Morre Dom Lourenço, natural de Itapui, ex-reitor do Colégio São Bento


RIO - Dom Lourenço de Almeida Prado, reitor emérito do Colégio São Bento, morreu na noite de quarta-feira, devido a complicações no sistema respiratório. O corpo está sendo velado na capela do Mosteiro de São Bento. Dom Lourenço, que ficou 46 anos à frente da reitoria da escola e ia completar 98 anos em maio, foi um dos grandes defensores do ensino apenas para meninos no São Bento.

Quando deixou o cargo, há sete anos, houve grande especulação sobre a possibilidade de o colégio abrir vagas para as meninas. Mas, apesar de o assunto não chegar a ser um tabu na escola, o fato é que, ainda hoje, não houve mudanças no sistema da tradicional instituição.

Mesmo depois de deixar a reitoria, Dom Lourenço continuou participando ativamente das atividades da escola, mas, nos últimos anos, devido a problemas de saúde, passava boa parte do tempo de cama. Ele estava internado na enfermaria que funciona na instituição. Às 16h desta quinta-feira será realizada missa de corpo presente e, em seguida, o corpo será sepultado no claustro do Mosteiro de São Bento, no Centro do Rio.

Nascido em Bica da Pedra (hoje, Itapuí, interior de São Paulo), formado em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1935), Nelson de Almeida Prado ingressou no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro (1940), adotando o nome religioso de Lourenço, com profissão de votos monásticos em 11 de julho de 1941 e votos sacerdotais em 21 de dezembro de 1946. O nome Lourenço marcaria sua história como monge e, principalmente, como educador de reconhecida relevância na cultura brasileira.

Comungando idéias com o filósofo francês Jacques Maritain, Dom Lourenço deixa uma vasta bibliografia versando sobre o tema principal da Educação da Juventude. O ex-reitor do Colégio São Bento marcou seu nome como uma das figuras de destaque no cenário educacional brasileiro na 2ª metade do século passado.
Fonte: www.oglobo.globo.com

Fórum Mundial da Mídia Livre discute comunicação compartilhada


Midialivristas de todo planeta se reuniram em Belém, nos dias 26 e 27/1, para somar esforços e discutir a criação de novas formas de comunicação. No primeiro dia, foram organizadas duas mesas de debates, com os temas "Como ampliar o midialivrismo" e "Mídia e crise". No encerramento do encontro internacional da Mídia Livre, seus participantes uniram-se às milhares de pessoas que deram início ao Fórum Social Mundial, em sua nona edição, integrando-se à marcha que abriu oficialmente o evento.

Como ampliar o midialivrismo

Comunicação compartilhada foi um dos principais temas discutidos na mesa "Como ampliar o midialivrismo. Dentre os participantes da mesa estavam Gustavo Gindre (Intervozes), Sóter (Abraço), Ivana Bentes (UFRJ), Renato Rovai (Revista Fórum), Sérgio Amadeu (Cásper Líbero), Maria Pia (AMARC), Oona Castro (Overmundo). Gustavo Gindre (Intervozes) disse que a principal tarefa para que a mídia livre aconteça é "ampliar as vozes".

Sóter (Abraço) discorreu sobre a importância da democratização da comunicação e das rádios comunitárias. "A rádio comunitária é uma forma de estimular a auto-estima na comunidade, a partir da própria identidade cultural e de elevar a consciência crítica dos moradores da comunidade". Também defendeu que é necessário fazer um contraponto com a mídia e a radiodifusão comercial.

Ivana Bentes (UFRJ) explanou a atual situação da mídia hegemônica e a grande problemática das mesmas, gerada pela ligeireza das redações. Ela afirma que temos que pensar a mídia e lembrar a história de luta do jornalismo: "pensar em tecnologia e linguagem, sair do discurso onde, quem, quando... ainda não existe o entendimento do que é a convergência das mídias, das possibilidades de articulação da mídia livre brasileira com as globais. Precisamos de novas pautas. Não dá para continuar do jeito que está".

Renato Rovai (Revista Fórum) iniciou falando da grande mídia, do dinheiro que a sustenta e, em seguida, explicou o que é e quando começou a mídia livre, pontuiando as diferenças entre as duas. "Eles nos acusam de receber dinheiro do Estado. Vivem dizendo que os nossos veículos não existiriam se não fosse a publicidade oficial. Só que nenhum veículo comercial conseguiria viver um ano sequer sem contar com os recursos publicitários e subsídios desse mesmo Estado".

Sérgio Amadeu (Cásper Líbero) elucidou as possibilidades de comunicação oferecidas pelas novas tecnologias, em especial pela internet. Dentre elas está a diminuição dos custos e a agilidade para a difusão da informação. Completou exemplificando que escrever para um blog é muito mais barato que produzir um jornal impresso, sendo assim, com a internet todos passaram a ser produtores e receptores de informação. Sérgio afirmou, também, que sites como o Google, o Youtube e o Yahoo, os 3 mais acessados do mundo, concentram informações que norteiam a economia da informação. Essa economia da informação se dá pela audiência. Disse que a mídia livre é um espaço não somente para falar, mas também por ser ouvido.

Maria Pia (Overmundo) e Oana Castro (AMARC) finalizaram, defendendo a democracia da informação. A mídia livre não deve se tornar semelhante a mídia hegemônica, pois nela estão as novas possibilidades, proporcionadas pelos diversos olhares, para uma comunicação compartilhada.

Participaram da mesa os debatedores: Sérgio Amadeu (Cásper Líbero), Renato Rovai (Revista Fórum), Ivana Bentes (UFRJ), Sóter (Abraço), Antonio Martins (Le Monde Diplomatique), Michael Hardt - EUA (a confirmar), Oona Castro (Overmundo), Maria Pia (AMARC), Gustavo Gindre (Intervozes). Mais informações sobre o Fórum Mundial da Mídia Livre estão disponíveis no blog: http://forumdemidialivre.blogspot.com/

www.apn.org.br

sábado, 24 de janeiro de 2009

Fórum de Rádios no FSM 2009



Entre os dias 26 de janeiro e 1º de fevereiro, rádios comunitárias, livres, rádios cidadãs e coletivos de rádios estarão mobilizados para difundir notícias do Fórum Social Mundial – que este ano acontece em Belém (PA) – para o mundo todo, pela Internet. Trata-se do Fórum de Rádios, um espaço compartilhado pelas rádios participantes nos Fóruns Sociais e que propõe um projeto de intercâmbio na produção de informação livre em diversos formatos.

Participarão desta iniciativa com uma cobertura completa do Fórum, a Agência Informativa Pulsar e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC). E a OBORÉ, como Escritório Paulista da AMARC, não poderia ficar de fora dessa mobilização. A partir de segunda-feira (26), notas diárias, áudios, fotos, entrevistas e programas ao vivo gerados em Belém estarão disponíveis na página especial da Agência Pulsar em português e espanhol.

Além disso, o Fórum de Rádios realizará uma cobertura internacional ao vivo com programação multilíngüe e também compartilhada pela da Internet. Os arquivos de áudio da cobertura ao vivo e as reportagens e entrevistas vão ficar à disposição no endereço www.foroderadios.org

Todas as iniciativas radiofônicas poderão se unir à programação compartilhada entre 26 de janeiro e 1º de fevereiro. O Fórum de Rádios, junto com o Fórum da TV, a Ciranda, o Laboratório de Conhecimentos Livres e Belém Expandida fazem parte dos projetos compartilhados que vão fazer parte da comunicação independente e alternativa integrada no Centro Alternativo de Imprensa do FSM 2009.

Ficou interessado? Então crie seu grupo de apoio local e retransmita o sinal durante o FSM em Belém. Você também pode mandar suas produções para serem divulgadas no endereço web www.foroderadios.org. Pode ser uma nota de imprensa, reportagem ou campanhas relacionadas com os diferentes temas propostos para o FSM 2009.

Acesse também:
http://www.foroderadios.org/
http://www.forumsocialmundial.org.br/
http://www.fsm2009amazonia.org.br/