quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Levantada hipótese de que Obama não pode ser presidente dos EUA


Apesar de improvável, é possível que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, não seja um cidadão norte-americano nato, o que o tornaria inelegível para o cargo. Alguns grupos estão exigindo que Obama mostre sua certidão de nascimento original.

A especulação sobre a nacionalidade de Barack Obama se baseia na hipótese de sua certidão de nascimento ser falsa. A lei do Havaí -- onde a princípio se acredita que Obama nasceu -- prevê casos nos quais pessoas nascidas fora do estado podem mesmo assim ter uma certidão de nascimento emitida pelo departamento de saúde local, mas não sem expressar o fato de se tratar de alguém nascido em território estrangeiro.

O caso é que a certidão havaiana é bastante sujeita a adulterações. Tanto que órgãos públicos do próprio estado do Havaí não aceitam cópias autenticadas das certidões de nascimentos emitidas lá como provas conclusivas. Até aqui, Obama só mostrou cópias autenticadas. Sua certidão de nascimento original ainda não veio a público.

É comum pessoas que chegam aos Estados Unidos com crianças pequenas tentarem registrá-las como nascidas no país, para que tenham todos os benefícios da cidadania. Especula-se que Obama pode ter nascido no Quênia.

Ambientalistas em Alta



Por Mauro Kahn

O recém-eleito presidente dos EUA, Barack Obama, já ressaltou seu firme propósito de reduzir as emissões de gases que agravam o efeito estufa, tendo como meta levá-las - até 2020 - ao mesmo nível em que se encontravam no ano de 1998. O novo governo pretende investir cerca de US$ 15 bilhões por ano somente para promover a utilização de energias mais limpas.

Estas metas, ainda que conservadoras, indicam uma mudança de postura do governo americano, a seriedade e o cuidado com que o novo presidente sugere tratar a questão. Estamos otimistas e sabemos que, se Hillary Clinton for mesmo confirmada como Secretária de Estado, as questões ambientais contarão com uma defensora de grande peso.

Problemas econômicos à parte, os EUA são um exemplo para todas as grandes economias mundiais e também para os países emergentes. Uma nova postura dos EUA significa um novo modelo a ser seguido.

Desde 1998 - curiosamente o ano-referência estabelecido por Barack Obama - estamos fazendo a nossa parte. Foi exatamente neste ano, há mais de uma década, o momento de criação do MBE COPPE/UFRJ, atualmente uma das mais conceituadas pós-graduações em meio ambiente do país.

Em março de 2009 terá início à 23ª turma do MBE, e até lá já teremos quase 650 alunos formados; número que acompanha a evolução do mercado e a demanda por especialistas ambientais.

www.mbcursos.coppe.ufrj.br

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SC/08 desastre ambiental natural! E nós ambientalistas, onde ficamos?


Enquanto o Brasil se mobiliza, pessoas a entidades, na sua maioria sociais, entes financeiros, Exército até a Marinha demonstram uma forma de ação frente ao maior desastre ambiental da natureza neste século, com as enchentes de Santa Catarina, nós, ambientalistas, onde ficamos?

Primeiro, os movimentos sociais denunciaram os equívocos de ocupação ou o efeito estufa. O poder público federal continuou na Amazônia, multando e fiscalizando.

Perdemos o bonde para demonstrar que sabemos e conhecemos de ambiência o suficiente para aplicar este conhecimento na ajuda humanitária.

Usar, por exemplo, as entidades de proteção aos animais para coletar os milhares de seres não humanos desabrigados, ou perdidos em criadouros, zoológicos e tantas outras possibilidades, na imensidão do caos de água e lama. E lógico, os animais racionais, dito humanos, com o acolhimento dessa integração.

As entidades de proteção a florestas ou águas, outro exemplo, ajudando a estabelecer critérios que diminuam já o grave impacto, mitigando as operações de corte e recolhimento, ou de como conseguir água potável, sua descontaminação, e outra gama infinita de alternativas.

Centenas de postos de gasolina ficaram embaixo d’água, e muitos vazaram, depósitos rurais com agrotóxicos, lojas com todos os tipos de químicos, fármacos! Qual o tratamento a ser dado? Quem, no meio do caos social, está podendo ter tempo de usar seu conhecimento ambiental para mitigar estes problemas?

O Ministério do Meio Ambiente possui milhares de funcionários de alta competência, carros preparados para enfrentar florestas e áreas alagadas (4x4, traçados etc), GPS, barcos, helicópteros... Onde ficou nesta tragédia ambiental? O que será que aconteceu para as autoridades ambientais não entenderem que é exatamente nestes eventos que mais são necessárias?

Lembro-me dos milhares de voluntários e de todo esforço em eventos como o vazamento de Petróleo do Rio Iguaçu na REPAR, ou outros similares pelo Brasil.

Basta este alerta: estamos esquecendo que meio ambiente se faz principalmente com solidariedade e comprovação do discurso na prática, e nossa parte tem que ser feita tanto na estratégia de luta como no campo, embaixo da chuva e no meio da lama.

P.S: Sim, estive em Santa Catarina, e nas enchentes similares, em 1983, coordenei voluntariamente a Defesa Civil no interior do Paraná por semanas, mas também me sinto omisso.

Fonte: Ambiente Brasil - Luciano Pizzatto
Luciano Pizzatto é engenheiro florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Campanha com pessoas acima de 50 anos marca o Dia Mundial da Luta contra a Aids


Ministério da Saúde faz atividades focando o público heterossexual na faixa etária cuja incidência da doença dobrou de 1996 a 2006
Homens acima de 50 anos são o tema de campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids do Ministério da Saúde este ano. O governo preparou atividades em várias cidades do país para alertar a população em geral e principalmente esta faixa etária dos perigos da contaminação pelo vírus.

Com o slogan “Sexo não tem idade. Proteção também não”, o objetivo é diminuir a incidência do vírus entre os maiores de 50 anos, pois os números preocupam o ministério. Os casos passaram de 7,5 por 100 mil habitantes para 15,7 de 1996 a 2006.

Segundo a diretora do Programa Nacional de DST (doenças sexualmente transmissíveis) e Aids, Mariângela Simão, os preconceitos que cercam a vivência da sexualidade em pessoas acima dos 50 anos limitam e dificultam a abordagem sobre o HIV. “A Aids sempre foi vista como uma doença de jovens e adultos, como se a população mais velha não fosse sexualmente ativa”, afirma.

Preconceito
Outra preocupação do governo é diminuir o preconceito que os portadores da doença ainda enfrentam. De acordo com uma pesquisa feita com oito mil pessoas, de todas as regiões do país, a discriminação persiste até mesmo dentro das famílias.

Dos entrevistados, 19% acreditam que uma pessoa com Aids não deve ser tratada em casa; 22,5% disseram que não comprariam legumes ou verduras em um local onde trabalha um funcionário com HIV e 13% afirmaram que uma professora com Aids não pode dar aulas em qualquer escola. Os dados completos do levantamento serão fornecidos apenas em fevereiro.

Para discutir esta realidade, o Programa Nacional de DST e Aids preparou uma intervenção urbana que será apresentada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ao longo de todo o dia, um jovem ficará dentro de uma bolha transparente, impedido de tocar quem estiver no ambiente externo. O objetivo é levantar o debate sobre a exclusão vivida por quem tem o HIV ou sofre outros tipos de preconceito.

Números
Apesar da incidência de casos ter aumentado entre a população acima dos 50 anos, a maioria dos casos de Aids ainda está na faixa etária de 25 a 49 anos. Da população geral diagnosticada com Aids desde o início da epidemia até junho de 2008, foram identificados 333.485 (66%) casos em homens e 172.995 (34%) em mulheres.

Dados do Boletim Epidemiológico Aids/DST mostram que de 1980 a junho de 2008 foram registrados 506.499 casos no Brasil, sendo que nesse período ocorreram 205.409 mortes em decorrência da doença. A epidemia no país é considerada estável, sendo que a média anual de casos entre 2000 e 2006 é de 35.384.

Vênus, Júpiter e Lua, três astros mais brilhantes do céu, estarão em conjunção hoje a noite


No começo da noite de hoje (1º/12), os três astros mais brilhantes do céu noturno brindarão as regiões com tempo bom com um espetáculo.

Ao olhar na direção sudoeste a partir do entardecer, será possível observar a conjunção dos planetas Vênus e Júpiter com a Lua.

No dia 1º o trio estará tão unido que poderá ser ocultado pelo polegar com o braço estendido. Embora os três astros estejam aparentemente próximos no céu, trata-se apenas de um efeito visual, por eles estarem alinhados com a Terra.

Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, está muito mais distante da Terra do que Vênus, e por isso parece menor.

A Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) disponibilizará telescópio, binóculos e equipe técnica para atender a quem esteja interessado em observar e adquirir mais informações sobre o evento. A sessão ocorrerá das 19h30 às 21h.

Mais informações: (12) 3945-6745


Fonte: Agência FAPESP.

Etanol. A euforia acabou


Prejuízos acumulados, falta de crédito, custos altos, ameaça de falências e de calotes – o setor mais badalado da economia brasileira é a nova vítima da crise financeira mundial

Denise Carvalho*

Os produtores brasileiros de açúcar e álcool viveram uma espécie de montanha-russa nos últimos anos. Até o fim da década de 90, o setor era visto como um fiel retrato do Brasil arcaico - aquele que não respeita leis trabalhistas e vive à custa de benesses estatais. De repente, a montanha-russa começou a subir. O etanol entrou na moda no mundo todo e o setor saiu do atraso para a vanguarda do capitalismo, em sua busca por combustíveis renováveis para substituir o poluidor e finito petróleo. Grandes grupos brasileiros se capitalizaram na bolsa de valores. Investidores internacionais desembarcaram aos montes anunciando a compra e a construção de novas usinas.

Entre eles estavam fundos especializados em tecnologia do Vale do Silício e o investidor George Soros. Os investimentos em novas unidades cresceram de 2,2 bilhões de reais na safra 2005/2006 para 7,2 bilhões de reais na safra 2008/2009. A expectativa era que esse número seguisse em sua trajetória ascendente nos anos seguintes. Mas a crise financeira mundial chegou, atingindo em cheio os produtores de álcool brasileiros - e a montanha-russa do setor inicia agora o que muitos temem ser uma vertiginosa descida.

O principal vetor do impacto da crise é a falta de crédito. Primeiro, porque o dinheiro disponível para ampliação e construção de usinas evaporou. Dos 136 projetos de novas usinas previstos para ser implantados no Brasil até 2014, cerca de 40, ou 30%, já foram postergados ou cancelados. Dos 32,6 bilhões de reais que seriam usados na construção desses novos empreendimentos, 8,2 bilhões de reais deixarão de ser investidos. Maior fabricante de equipamentos para usinas de açúcar e etanol do país, a Dedini chegou a ter 210 projetos em consulta no final de 2007. Se virassem pedidos firmes, esses projetos criariam uma fila de espera até 2015.

Hoje, apenas 50 usinas estão em análise. "Tinha muita gente embalada por um sonho", diz Sérgio Leme dos Santos, vice-presidente executivo da Dedini. "Mas a realidade não é tão cor-de-rosa assim." Além da falta de recursos para investir, há um problema mais imediato - e muito mais agudo.

Os bancos estão travando o financiamento do capital de giro das usinas, o que pode sufocá-las. Localizada em Sertãozinho, no interior de São Paulo, a tradicional usina Albertina recorreu recentemente à recuperação judicial para evitar que seus credores pedissem a falência da companhia. A Albertina tem uma dívida estimada em 100 milhões de dólares, mais de 50% com vencimento previsto para os próximos 12 meses. O grupo Naoum, de Goiás, também ingressou com um pedido de recuperação judicial para evitar a paralisação de suas três usinas - Santa Helena, Jaciara e Pantanal, que faturam mais de 300 milhões de reais por ano.

Talvez a principal conseqüência da crise financeira atual seja a demonstração de que o setor tinha pouca solidez - e de que essa fraqueza era ocultada no período de abundância de recursos. Os custos de produção, por exemplo, vêm crescendo a uma velocidade preocupante. Nos últimos 18 meses, custos básicos como mão-de-obra, frete, fertilizantes e outros insumos subiram 25%. Se a demanda de açúcar e álcool viesse crescendo a um ritmo semelhante, não haveria problema: os produtores simplesmente repassariam o aumento de custos para seus compradores.

Mas isso se provou impossível. Em razão dos altos investimentos dos últimos anos, o setor tem hoje um excesso de capacidade. Ou seja, produz mais que a demanda dos mercados local e internacional. Estima-se que, na safra 2008/2009, sejam produzidos 27 bilhões de litros de etanol no país. A demanda global não vai passar de 25 bilhões de litros. "Desde o início do ano, algumas empresas vendem etanol abaixo do custo para fazer caixa e garantir a expansão", diz André Rocha, presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool de Goiás (Sifaeg). "Com a crise, a situação das usinas ficou ainda mais frágil."

A combinação de dificuldades resulta num cenário desafiador até mesmo para os principais grupos do país. A Santelisa Vale, terceira maior empresa do setor, vive um momento crítico. Chefiada pelo empresário André Biagi, a Santelisa era um exemplo da nova fase do mercado sucroalcooleiro local. A empresa, resultado da fusão da usina Santa Elisa com a Vale do Rosário, recebeu investimento de gigantes como o banco de investimento americano Goldman Sachs e o fundo Riverstone. Em 2007, foi a melhor e mais rentável companhia do setor. Há, porém, um problema: a Santelisa carrega uma dívida pesada demais. Segundo EXAME apurou, essa dívida é estimada em 2 bilhões de reais. Boa parte se deve ao empréstimo de 1,3 bilhão de reais feito pelo BBI, braço de investimentos do Bradesco, para concretizar a fusão entre Santelisa e Vale do Rosário em fevereiro de 2007. Um débito de cerca de 300 milhões de dólares foi originado em contratos de operações cambiais.

A dívida da Santelisa equivale a um ano de seu faturamento, estimado em 1,8 bilhão de reais por ano. Em razão do custo dessa dívida, a companhia tem negociado com os fornecedores de cana-de-açúcar o pagamento de metade do que deve à vista e o restante em 30 dias. A empresa chegou a colocar 14 terrenos à venda para fazer caixa. Segundo EXAME apurou, a Santelisa ainda estuda demitir 20% dos funcionários para diminuir a folha de pagamentos em 12%. No final de 2008, estima-se que a Santelisa vá registrar um prejuízo de 800 milhões de reais. "A situação é crítica", diz um executivo familiarizado com os números da empresa.

Recentemente, a Santelisa contratou a consultoria Angra Partners, especializada em reestruturações corporativas. O objetivo da Angra Partners é renegociar as dívidas do grupo e procurar um sócio para fazer uma injeção de capital. A venda da empresa não é descartada. O problema, porém, é que o valor de mercado de companhias do setor está em suas mínimas históricas - e seria praticamente impossível pagar a dívida de 2 bilhões de reais, mesmo com a venda do negócio. Procurados, os donos da Santelisa Vale não quiseram dar entrevista. (Em nota enviada à redação, a Santelisa nega que estuda fazer demissões e informa que mantém seus projetos e continua confiante no sucesso de seus negócios.)

Apesar da crise atual, o etanol brasileiro ainda é extremamente competitivo. Nem mesmo a abrupta queda recente no preço do petróleo é capaz de torná-lo necessariamente deficitário. Estima-se que o etanol brasileiro seja competitivo mundialmente com o barril de petróleo cotado a pelo menos 40 dólares. No fim de novembro, o barril custava cerca de 50 dólares no mercado internacional. No mercado local, responsável por cerca de 85% das vendas do etanol brasileiro, a situação é menos complexa.

Como o governo tabela o preço dos combustíveis, o álcool e a gasolina mantiveram nos últimos anos uma proporção de preço que fez do etanol uma opção mais econômica para o consumidor. Hoje, o etanol responde por 51% de todo o combustível comercializado no Brasil. E mais de 90% dos veículos novos vendidos no país têm motor flex - o equivalente a 2,5 milhões de unidades por ano. Caso o governo permita a diminuição do preço da gasolina, porém, o risco para o etanol aumenta. Como o rendimento do álcool é cerca de 30% inferior, o etanol só é viável se seu preço for equivalente a, no máximo, 70% do valor da gasolina.

A indústria sucroalcooleira é altamente fragmentada no Brasil. Existem mais de 150 grupos usineiros no país, e pelo menos 90% deles são controlados por famílias. Os dez maiores grupos detêm, juntos, aproximadamente 35% do mercado. Os analistas esperam, há anos, que um processo de consolidação diminua o número de empresas - mas, como os anos eram de euforia, os preços cobrados pelos empresários sondados eram altos demais, o que diminuiu o ímpeto de grupos internacionais.

A atual mudança de cenário, porém, colocará enorme pressão em grupos menos sólidos. "Com as empresas altamente endividadas, abre-se uma brecha para a entrada de novos participantes", diz o economista Guilherme Nastari, diretor de novos projetos da consultoria Datagro, especializada em agronegócio. A oportunidade parece mais tentadora para grandes grupos estrangeiros.

Empresas como Bunge, Cargill e ADM já tinham tentado estrear ou ampliar sua participação no setor em 2007, mas desistiram por considerar os preços muito elevados. Agora, a situação mudou. Um dos primeiros movimentos das gigantes internacionais pode ser a compra do grupo Nova América, um dos maiores do setor, que fatura 1,5 bilhão de reais por ano. Bunge e Cargill estão na disputa. Com maior fôlego financeiro, empresas como essas podem se dar ao luxo de olhar para o longo prazo - e, infelizmente, é no longo prazo que as perspectivas para o etanol brasileiro são mais promissoras.

domingo, 30 de novembro de 2008

U2 descarta gravações feitas com o produtor Rick Rubin


Das cerca de 60 novas canções escritas pelo U2 para o novo álbum, No Line on the Horizon - a ser lançado no começo de 2009 - o quarteto irlandês decidiu limar do projeto todas as faixas escritas durante as sessões guiadas pelo produtor Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Metallica, Johnny Cash) serão usadas na composição final do tracklist.

"Na verdade colocamos todas gravações de uma lado. Sem qualquer falta de respeito com Rick, mas ouvimos esse punhado de canções e apenas dissemos: 'Ok, é isso aí mesmo'. E riscamos o papel", conta o guitarrista The Edge.

"Então, nenhuma das faixas do Rick foram escolhidas. Todo o material que entrará no álbum foi gravado posteriormente. Ele nos deu grandes conselhos, mais do que qualquer coisa".

A banda acabou se reunindo no quartel general de Joshua Tree, sob a produção de Brian Eno e Daniel Lanois. Sobre o título do novo disco, o guitarrista comenta: "É uma imagem, que Bono diz ter visto. É como se você estivesse caminhando adiante, mas sem a certeza de que está na direção certa. É o momento em que o céu e o mar se mesclam em uma só coisa. Acho que é uma idéia do que seria o infinito. Uma imagem meio zen".


Paul McCartney não aprova nova turnê de Led Zeppelin

Segundo o site Female First, Paul McCartney não aprova a nova turnê do Led Zeppelin. O ex-Beatle ficou desapontado com a decisão da banda, que vai se reunir mesmo sem o vocalista Robert Plant.

"O que aconteceu com Plant? Ele era ótimo. É uma pena", disse. O cantor ainda acrescentou que, sem Plant, o Led Zeppelin não será o mesmo.

Assim como McCartney, os fãs da clássica banda também não querem vê-la sem o vocalista. Apesar disso, os integrantes Jimmy Page, John Paul e Jason Bonham estão tentando encontrar um substituto para Plant.

Madonna leva 50 mil para 1º show de turnê na América Latina

A cantora Madonna, 50 anos, atraiu na noite de sábado cerca de 50 mil pessoas para o primeiro show da turnê Sticky & Sweet na América Latina, realizado na Cidade do México.

Esbanjando sensualidade, mas bem mais serena, Madonna apresentou ao público que lotava o estádio de beisebol Foro Sol músicas de seu mais recente álbum, Hard Candy, e antigos sucessos de sua carreira, que completou 25 anos em 2008.

A artista iniciou o espetáculo cantando Candy Shop. Em seguida, saudou a platéia com um "Olá, México" e emendou Beat Goes On, que, assim como a música de abertura, faz parte de seu último trabalho.

Quebrado o gelo, Madonna deu continuidade à apresentação mesclando hits antigos - Human Nature, Vogue, Die Another Day, Into the Groove e Borderline - com composições mais atuais, como Heartbeat.

Na seqüência, Music fez o público vibrar, enquanto 4 Minutes, executada um pouco depois, levou ao palco, ainda que por meio de pequenos telões, o cantor Justin Timberlake.

Em outro momento do show, Madonna voltou a falar com o público. "Quero aproveitar esta oportunidade para dizer o quanto estou feliz por voltar ao México. É um grande começo de turnê na América Latina. Por isso, quero agradecer", disse.

Na parte final do espetáculo, Like a Prayer, Ray of Light, e Hung Up antecederam Give it to Me, que encerrou muito bem a noite.

Na segunda-feira Madonna volta a se apresentar na Cidade do México, horas antes de o jogador de beisebol Alex Rodríguez, apontado como seu novo namorado, inaugurar um centro esportivo na capital mexicana.

Depois do México, a turnê Sticky & Sweet, que termina este mês, segue para Chile (Santiago do Chile), Argentina (Buenos Aires) e Brasil, onde a cantora fará dois shows no Rio de Janeiro e três em São Paulo.

Madonna se encontrará com Lula em Brasília

A cantora Madonna disse sim ao convite feito pelo presidente Lula para visitá-lo em Brasília, informa a coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo.

A data do encontro ainda não foi marcada.

Madonna chega ao Brasil em dezembro. Ela se apresenta nos dias 14 e 15 no Rio, no Estádio do Maracanã, e 18, 20 e 21 em São Paulo, no Estádio do Morumbi.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Diversas entidades são representadas na audiência de Bauru


Com a presença de representantes de diversas entidades, a Comissão de Finanças e Orçamento realizou nesta quinta-feira, 27/11, na Câmara Municipal de Bauru, a sétima audiência pública deste ano de uma série que tem por objetivo debater propostas de emendas ao Orçamento estadual de 2009, apresentadas pela sociedade civil.
O deputado Enio Tatto (PT), membro da CFO, presidiu os trabalhos desta quinta-feira e explicou que há um acordo no Legislativo no sentido de que seja aberto um prazo de dois dias para que o relator receba as sugestões feitas nas audiências públicas. Tatto destacou que a CFO tem distribuído cartilhas de respostas a reivindicações feitas na audiência relativa ao ano anterior.
Pedro Tobias (PSDB) é parlamentar da região e também fez parte da mesa, ao lado do vereador Marcelo Borges, de Bauru, e do prefeito eleito na cidade, Rodrigo Agostinho. O deputado aproveitou para solicitar a duplicação da rodovia Bauru-Ibitinga e o recapeamento da SP-261, que liga Lençóis Paulista à rodovia Castello Branco, entre outros pedidos.
O prefeito eleito destacou que o avanço do projeto do aeroporto de Bauru poderia alavancar o desenvolvimento da cidade. Segundo Rodrigo Agostinho, a cidade vive situação de crise na saúde e um curso de Medicina gratuito seria bem vindo. O jovem ainda abordou a necessidade de ampliação do Programa Água Limpa em Bauru.
Marcelo Borges propôs a pavimentação da vicinal que liga Bauru a Ipaussu, a duplicação da vicinal Bauru-Arealva e a construção da avenida Nações Unidas Norte.

Para a região
A efetivação do projeto de combate a enchentes foi a prioridade de Lins indicada pelo diretor de Projetos da cidade Ismael Novaes. O vice-presidente da Câmara Municipal de Botucatu, Lelo Pagani, focou sua solicitação em melhorias para a Unesp " repavimentação do acesso ao campus 1 e instalação de ciclovia para o campus 2.
Ampliação da rede social de atendimento a adolescentes em Agudos. Essa foi a solicitação do vereador José Carlos Morandini. O presidente da Câmara Municipal de Barra Bonita, Manoel Fabiano, disse que foi bem atendido na edição anterior e propôs para a cidade a pavimentação da estrada de ligação à Santa Maria da Serra, visando incremento de renda e de geração de empregos e a instalação de estação de tratamento de esgoto em Barra Bonita.

Entidades do funcionalismo
A deficitária terceirização de serviços no Centro Paula Souza foi denunciada por Denise Ricala, do sindicato dos trabalhadores da entidade. "A cada dia se abre uma nova escola técnica sem que haja orçamento para isso".
Em nome da União dos Servidores do Poder Judiciário se pronunciou Vagner Souza. Reclamou que o Tribunal de Justiça não tem orçamento independente. Terezinha Marques representou a Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo e pleiteou agilização no pagamento de precatórios, uma vez que o governo ainda está pagando valores referentes a 1993.
A Defensoria Pública teve suas reivindicações apresentadas por Daniel Guimarães. Enizal Vieira, da Associação de Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo, falou sobre a contrapartida do Estado no financiamento do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público. Ele também pediu valorização dos profissionais do Judiciário.

Cotas e oposição
O cidadão Pedro Valentim pediu que seja cobrada das universidades paulistas a implementação do programa de cotas já aplicado em universidades federais.
Tatto descreveu reduções de investimentos em diversas áreas. "Não se trata de discurso de oposição, pois os números provam isso", afirmou o deputado, lembrando que setores como transportes e comunicação receberam aporte de recursos bem maior do que em anos anteriores.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Santa Fé do Sul, Angatuba e Gastão Vidigal foram as primeiras colocadas no projeto Município Verde


Os estudantes da cidade de Santa Fé do Sul sabem exatamente o que é preservar o meio ambiente, graças ao programa de Educação Ambiental que prefeitura implantou em todas as escolas do município. Em Angatuba, toda a população tem coleta seletiva na porta de casa. Já, no município de Gabriel Monteiro, o tratamento de esgoto e a destinação do lixo são eficientes e exemplares.

Ações como essas fizeram desses três municípios os primeiros colocados no “ranking” ambiental dos municípios paulistas. Nesta quarta-feira, 26.11, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo divulgou, em encontro no Memorial da América Latina, com a presença de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e lideranças locais, as notas dos 332 municípios que participaram efetivamente do Projeto Ambiental Estratégico Município Verde.

Ao todo, 44 municípios conquistaram nota acima de 80 e receberam o certificado de Município Verde. Desses, 16 cidades receberam o Prêmio Franco Montoro por obterem, ainda, a maior nota da Bacia Hidrográfica em que estão inseridos. Entre os demais municípios, 110 obtiveram nota entre 50 e 80 e os outros 178 ficaram com pontuação abaixo de 50. Esgoto, Lixo e Educação Ambiental foram as três diretivas com o maior “peso” na avaliação. Muitos municípios, prejudicados pela precariedade no tratamento de esgoto, por exemplo, já manifestaram no evento as iniciativas que estão tomando para melhorarem suas notas em 2009.

O secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, esclareceu que esse é o objetivo do Município Verde. “Queremos saber quais são os problemas ambientais das cidades para podermos ajudá-los. Não adianta investir em arborização urbana em uma localidade que necessita resolver com urgência o seu problema com o lixo”, ressaltou.

Graziano salientou que o projeto Município Verde é como uma escola. “Em 2009 começa tudo novamente”. Os 332 municípios serão reavaliados e os que não preencheram o seu plano de metas neste ano, poderão fazê-los no próximo. O secretário destacou que as novas avaliações e considerações vão surgir. Para Graziano, serão precisos critérios diferenciados para cidades das regiões metropolitanas, por exemplo. Novas premiações vão acontecer para os municípios que se destacarem em projetos de recuperação de córregos urbanos, educação ambiental para crianças do Ensino Fundamental I e construção de ciclovias, para incentivar o transporte alternativo.

Santa Fé do Sul

Com “torcida organizada” a cidade de Santa Fé do Sul, com a maior nota do “ranking” ambiental - 94,96 - vibrou com o desempenho do município. O prefeito Itamar Borges esperava um bom resultado, mas não sabia que a cidade seria a “campeã” ambiental de 2008. A cidade investiu forte em Educação Ambiental e já é possível encontrar, entre os moradores, crianças e jovens falando de meio ambiente com propriedade, cobrando melhorias e sugerindo alternativas para o município. Além disso, a cidade de aproximadamente 30 mil habitantes, localizada no extremo oeste do Estado, investiu forte em tratamento de esgoto, coleta seletiva, arborização urbana e programas de combate ao desperdício da água.

Borges acredita que em 2009 a concorrência será maior. “Os municípios entenderam a mensagem. Tenho certeza que no ano que vem muitas cidades vão se empenhar em entregar um plano de ação bem elaborado e por em prática a sua agenda ambiental”. Mas, o prefeito do município “mais verde” do Estado não tem medo da concorrência. “O que eu desejo é um Estado de São Paulo cada vez mais verde, com ações ambientais mais concretas, e isso faremos todos juntos”, destacou.

Evento

Com a presença de 1.500 pessoas, o encontro no Memorial da América Latina estava em clima de festa. Alguns municípios vibravam pelo bom resultado, outros se comprometiam com melhorias, mas todos estavam unidos na busca por cidades sustentáveis. Com o tema “Pensar Globalmente, Agir Localmente”, o encontro entre os municípios paulistas falou da importância da descentralização para o cumprimento da agenda ambiental que o Estado precisa. “Como eternizou o governador Franco Montoro, as pessoas não vivem em um país ou em um Estado, elas vivem em um município. É lá que elas fixam suas raízes, se identificam e querem ver melhorias na qualidade de vida”, disse Xico Graziano.

Para “inspirar” os participantes, o escritor e jornalista Inácio de Loyolla Brandão explanou para os presentes sobre a importância de se agir localmente para a garantia de um ambiente global mais harmônico. E finalizando o evento, os participantes foram envolvidos por um som que remete as raízes de nosso Estado – um concerto com a orquestra paulista de viola caipira.

Sobre o Município Verde

Lançado em junho de 2007, o projeto Município Verde surgiu como uma proposta de descentralização da agenda ambiental paulista, considerando que a base da sociedade está nas cidades. A princípio, a equipe do projeto esperava a adesão de, no máximo, 200 municípios. No entanto, 613 assinaram o termo de adesão. Desses, 521 indicaram interlocutores – responsáveis por intermediar o diálogo entre Governo do Estado e as Prefeituras –, e 332 entregaram o plano de ação completo, intitulado plano de metas, que permitiu à equipe do Município Verde avaliar o empenho do município através dos progressos ambientais apresentados na localidade.

Acesse os links abaixo:

- Municípios que preecheram o Plano de Ação
www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde

- Municípios certificados
www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde/44_certificados.pdf

- Municípios que aderiram ao Projeto Município Verde
www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde/lista_adesao_municipios.pdf

- Municípios que não aderiram ao Projeto Município Verde
www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde/municipios_nao_aderiram.pdf

terça-feira, 25 de novembro de 2008

SMA divulga "ranking" ambiental dos municípios paulistas


Em evento, no Memorial da América Latina, Projeto Município Verde apresentará o resultado das avaliações de 332 cidades do Estado de São Paulo.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SMA divulga, nesta quarta-feira, 26.11, em cerimônia no Memorial da América Latina, o ranking ambiental dos municípios paulistas. Ao todo, 332 municípios receberão uma nota ambiental, que avalia o seu desempenho em dez diretivas que regem o Projeto Ambiental Estratégico Município Verde: Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho de Meio Ambiente.

Lançado em junho de 2007, o projeto Município Verde surgiu como uma proposta de descentralização da agenda ambiental paulista, considerando que a base da sociedade está nas cidades. A princípio, a equipe do projeto esperava a adesão de, no máximo, 200 municípios. No entanto, 613 assinaram o termo de adesão. Desses, 521 indicaram interlocutores – responsáveis por intermediar o diálogo entre Governo do Estado e as prefeituras –, e 332 entregaram o plano de ação completo, intitulado plano de metas, que permite à equipe do Município Verde avaliar o empenho do município através dos progressos ambientais apresentados na localidade.

Cada município, dos 332, foi avaliado com uma nota, que pode variar de zero a 100. As 44 localidades que tiveram média acima de 80 vão receber o certificado de Município Verde. Além disso, serão premiados os 24 interlocutores mais participativos e as 16 cidades com o melhor desempenho em sua Bacia Hidrográfica, que receberão o prêmio Governador Franco Montoro – homenagem ao político e ex-governador do Estado de São Paulo - que pregava a importância da descentralização como forma de ação política para o fortalecimento dos municípios, já que são neles que a comunidade vive e se identifica. Além disso, os municípios com melhor avaliação terão prioridade na obtenção de recursos junto ao Governo de São Paulo.

Apesar da divulgação das notas, o projeto não termina. Ele é contínuo e, em 2009, uma nova avaliação será feita com os municípios atuais e outros que entregarem o plano de ação.

Mais informações no site: www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde