domingo, 30 de novembro de 2008

U2 descarta gravações feitas com o produtor Rick Rubin


Das cerca de 60 novas canções escritas pelo U2 para o novo álbum, No Line on the Horizon - a ser lançado no começo de 2009 - o quarteto irlandês decidiu limar do projeto todas as faixas escritas durante as sessões guiadas pelo produtor Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Metallica, Johnny Cash) serão usadas na composição final do tracklist.

"Na verdade colocamos todas gravações de uma lado. Sem qualquer falta de respeito com Rick, mas ouvimos esse punhado de canções e apenas dissemos: 'Ok, é isso aí mesmo'. E riscamos o papel", conta o guitarrista The Edge.

"Então, nenhuma das faixas do Rick foram escolhidas. Todo o material que entrará no álbum foi gravado posteriormente. Ele nos deu grandes conselhos, mais do que qualquer coisa".

A banda acabou se reunindo no quartel general de Joshua Tree, sob a produção de Brian Eno e Daniel Lanois. Sobre o título do novo disco, o guitarrista comenta: "É uma imagem, que Bono diz ter visto. É como se você estivesse caminhando adiante, mas sem a certeza de que está na direção certa. É o momento em que o céu e o mar se mesclam em uma só coisa. Acho que é uma idéia do que seria o infinito. Uma imagem meio zen".


Paul McCartney não aprova nova turnê de Led Zeppelin

Segundo o site Female First, Paul McCartney não aprova a nova turnê do Led Zeppelin. O ex-Beatle ficou desapontado com a decisão da banda, que vai se reunir mesmo sem o vocalista Robert Plant.

"O que aconteceu com Plant? Ele era ótimo. É uma pena", disse. O cantor ainda acrescentou que, sem Plant, o Led Zeppelin não será o mesmo.

Assim como McCartney, os fãs da clássica banda também não querem vê-la sem o vocalista. Apesar disso, os integrantes Jimmy Page, John Paul e Jason Bonham estão tentando encontrar um substituto para Plant.

Madonna leva 50 mil para 1º show de turnê na América Latina

A cantora Madonna, 50 anos, atraiu na noite de sábado cerca de 50 mil pessoas para o primeiro show da turnê Sticky & Sweet na América Latina, realizado na Cidade do México.

Esbanjando sensualidade, mas bem mais serena, Madonna apresentou ao público que lotava o estádio de beisebol Foro Sol músicas de seu mais recente álbum, Hard Candy, e antigos sucessos de sua carreira, que completou 25 anos em 2008.

A artista iniciou o espetáculo cantando Candy Shop. Em seguida, saudou a platéia com um "Olá, México" e emendou Beat Goes On, que, assim como a música de abertura, faz parte de seu último trabalho.

Quebrado o gelo, Madonna deu continuidade à apresentação mesclando hits antigos - Human Nature, Vogue, Die Another Day, Into the Groove e Borderline - com composições mais atuais, como Heartbeat.

Na seqüência, Music fez o público vibrar, enquanto 4 Minutes, executada um pouco depois, levou ao palco, ainda que por meio de pequenos telões, o cantor Justin Timberlake.

Em outro momento do show, Madonna voltou a falar com o público. "Quero aproveitar esta oportunidade para dizer o quanto estou feliz por voltar ao México. É um grande começo de turnê na América Latina. Por isso, quero agradecer", disse.

Na parte final do espetáculo, Like a Prayer, Ray of Light, e Hung Up antecederam Give it to Me, que encerrou muito bem a noite.

Na segunda-feira Madonna volta a se apresentar na Cidade do México, horas antes de o jogador de beisebol Alex Rodríguez, apontado como seu novo namorado, inaugurar um centro esportivo na capital mexicana.

Depois do México, a turnê Sticky & Sweet, que termina este mês, segue para Chile (Santiago do Chile), Argentina (Buenos Aires) e Brasil, onde a cantora fará dois shows no Rio de Janeiro e três em São Paulo.

Madonna se encontrará com Lula em Brasília

A cantora Madonna disse sim ao convite feito pelo presidente Lula para visitá-lo em Brasília, informa a coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo.

A data do encontro ainda não foi marcada.

Madonna chega ao Brasil em dezembro. Ela se apresenta nos dias 14 e 15 no Rio, no Estádio do Maracanã, e 18, 20 e 21 em São Paulo, no Estádio do Morumbi.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Diversas entidades são representadas na audiência de Bauru


Com a presença de representantes de diversas entidades, a Comissão de Finanças e Orçamento realizou nesta quinta-feira, 27/11, na Câmara Municipal de Bauru, a sétima audiência pública deste ano de uma série que tem por objetivo debater propostas de emendas ao Orçamento estadual de 2009, apresentadas pela sociedade civil.
O deputado Enio Tatto (PT), membro da CFO, presidiu os trabalhos desta quinta-feira e explicou que há um acordo no Legislativo no sentido de que seja aberto um prazo de dois dias para que o relator receba as sugestões feitas nas audiências públicas. Tatto destacou que a CFO tem distribuído cartilhas de respostas a reivindicações feitas na audiência relativa ao ano anterior.
Pedro Tobias (PSDB) é parlamentar da região e também fez parte da mesa, ao lado do vereador Marcelo Borges, de Bauru, e do prefeito eleito na cidade, Rodrigo Agostinho. O deputado aproveitou para solicitar a duplicação da rodovia Bauru-Ibitinga e o recapeamento da SP-261, que liga Lençóis Paulista à rodovia Castello Branco, entre outros pedidos.
O prefeito eleito destacou que o avanço do projeto do aeroporto de Bauru poderia alavancar o desenvolvimento da cidade. Segundo Rodrigo Agostinho, a cidade vive situação de crise na saúde e um curso de Medicina gratuito seria bem vindo. O jovem ainda abordou a necessidade de ampliação do Programa Água Limpa em Bauru.
Marcelo Borges propôs a pavimentação da vicinal que liga Bauru a Ipaussu, a duplicação da vicinal Bauru-Arealva e a construção da avenida Nações Unidas Norte.

Para a região
A efetivação do projeto de combate a enchentes foi a prioridade de Lins indicada pelo diretor de Projetos da cidade Ismael Novaes. O vice-presidente da Câmara Municipal de Botucatu, Lelo Pagani, focou sua solicitação em melhorias para a Unesp " repavimentação do acesso ao campus 1 e instalação de ciclovia para o campus 2.
Ampliação da rede social de atendimento a adolescentes em Agudos. Essa foi a solicitação do vereador José Carlos Morandini. O presidente da Câmara Municipal de Barra Bonita, Manoel Fabiano, disse que foi bem atendido na edição anterior e propôs para a cidade a pavimentação da estrada de ligação à Santa Maria da Serra, visando incremento de renda e de geração de empregos e a instalação de estação de tratamento de esgoto em Barra Bonita.

Entidades do funcionalismo
A deficitária terceirização de serviços no Centro Paula Souza foi denunciada por Denise Ricala, do sindicato dos trabalhadores da entidade. "A cada dia se abre uma nova escola técnica sem que haja orçamento para isso".
Em nome da União dos Servidores do Poder Judiciário se pronunciou Vagner Souza. Reclamou que o Tribunal de Justiça não tem orçamento independente. Terezinha Marques representou a Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo e pleiteou agilização no pagamento de precatórios, uma vez que o governo ainda está pagando valores referentes a 1993.
A Defensoria Pública teve suas reivindicações apresentadas por Daniel Guimarães. Enizal Vieira, da Associação de Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo, falou sobre a contrapartida do Estado no financiamento do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público. Ele também pediu valorização dos profissionais do Judiciário.

Cotas e oposição
O cidadão Pedro Valentim pediu que seja cobrada das universidades paulistas a implementação do programa de cotas já aplicado em universidades federais.
Tatto descreveu reduções de investimentos em diversas áreas. "Não se trata de discurso de oposição, pois os números provam isso", afirmou o deputado, lembrando que setores como transportes e comunicação receberam aporte de recursos bem maior do que em anos anteriores.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Santa Fé do Sul, Angatuba e Gastão Vidigal foram as primeiras colocadas no projeto Município Verde


Os estudantes da cidade de Santa Fé do Sul sabem exatamente o que é preservar o meio ambiente, graças ao programa de Educação Ambiental que prefeitura implantou em todas as escolas do município. Em Angatuba, toda a população tem coleta seletiva na porta de casa. Já, no município de Gabriel Monteiro, o tratamento de esgoto e a destinação do lixo são eficientes e exemplares.

Ações como essas fizeram desses três municípios os primeiros colocados no “ranking” ambiental dos municípios paulistas. Nesta quarta-feira, 26.11, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo divulgou, em encontro no Memorial da América Latina, com a presença de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e lideranças locais, as notas dos 332 municípios que participaram efetivamente do Projeto Ambiental Estratégico Município Verde.

Ao todo, 44 municípios conquistaram nota acima de 80 e receberam o certificado de Município Verde. Desses, 16 cidades receberam o Prêmio Franco Montoro por obterem, ainda, a maior nota da Bacia Hidrográfica em que estão inseridos. Entre os demais municípios, 110 obtiveram nota entre 50 e 80 e os outros 178 ficaram com pontuação abaixo de 50. Esgoto, Lixo e Educação Ambiental foram as três diretivas com o maior “peso” na avaliação. Muitos municípios, prejudicados pela precariedade no tratamento de esgoto, por exemplo, já manifestaram no evento as iniciativas que estão tomando para melhorarem suas notas em 2009.

O secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, esclareceu que esse é o objetivo do Município Verde. “Queremos saber quais são os problemas ambientais das cidades para podermos ajudá-los. Não adianta investir em arborização urbana em uma localidade que necessita resolver com urgência o seu problema com o lixo”, ressaltou.

Graziano salientou que o projeto Município Verde é como uma escola. “Em 2009 começa tudo novamente”. Os 332 municípios serão reavaliados e os que não preencheram o seu plano de metas neste ano, poderão fazê-los no próximo. O secretário destacou que as novas avaliações e considerações vão surgir. Para Graziano, serão precisos critérios diferenciados para cidades das regiões metropolitanas, por exemplo. Novas premiações vão acontecer para os municípios que se destacarem em projetos de recuperação de córregos urbanos, educação ambiental para crianças do Ensino Fundamental I e construção de ciclovias, para incentivar o transporte alternativo.

Santa Fé do Sul

Com “torcida organizada” a cidade de Santa Fé do Sul, com a maior nota do “ranking” ambiental - 94,96 - vibrou com o desempenho do município. O prefeito Itamar Borges esperava um bom resultado, mas não sabia que a cidade seria a “campeã” ambiental de 2008. A cidade investiu forte em Educação Ambiental e já é possível encontrar, entre os moradores, crianças e jovens falando de meio ambiente com propriedade, cobrando melhorias e sugerindo alternativas para o município. Além disso, a cidade de aproximadamente 30 mil habitantes, localizada no extremo oeste do Estado, investiu forte em tratamento de esgoto, coleta seletiva, arborização urbana e programas de combate ao desperdício da água.

Borges acredita que em 2009 a concorrência será maior. “Os municípios entenderam a mensagem. Tenho certeza que no ano que vem muitas cidades vão se empenhar em entregar um plano de ação bem elaborado e por em prática a sua agenda ambiental”. Mas, o prefeito do município “mais verde” do Estado não tem medo da concorrência. “O que eu desejo é um Estado de São Paulo cada vez mais verde, com ações ambientais mais concretas, e isso faremos todos juntos”, destacou.

Evento

Com a presença de 1.500 pessoas, o encontro no Memorial da América Latina estava em clima de festa. Alguns municípios vibravam pelo bom resultado, outros se comprometiam com melhorias, mas todos estavam unidos na busca por cidades sustentáveis. Com o tema “Pensar Globalmente, Agir Localmente”, o encontro entre os municípios paulistas falou da importância da descentralização para o cumprimento da agenda ambiental que o Estado precisa. “Como eternizou o governador Franco Montoro, as pessoas não vivem em um país ou em um Estado, elas vivem em um município. É lá que elas fixam suas raízes, se identificam e querem ver melhorias na qualidade de vida”, disse Xico Graziano.

Para “inspirar” os participantes, o escritor e jornalista Inácio de Loyolla Brandão explanou para os presentes sobre a importância de se agir localmente para a garantia de um ambiente global mais harmônico. E finalizando o evento, os participantes foram envolvidos por um som que remete as raízes de nosso Estado – um concerto com a orquestra paulista de viola caipira.

Sobre o Município Verde

Lançado em junho de 2007, o projeto Município Verde surgiu como uma proposta de descentralização da agenda ambiental paulista, considerando que a base da sociedade está nas cidades. A princípio, a equipe do projeto esperava a adesão de, no máximo, 200 municípios. No entanto, 613 assinaram o termo de adesão. Desses, 521 indicaram interlocutores – responsáveis por intermediar o diálogo entre Governo do Estado e as Prefeituras –, e 332 entregaram o plano de ação completo, intitulado plano de metas, que permitiu à equipe do Município Verde avaliar o empenho do município através dos progressos ambientais apresentados na localidade.

Acesse os links abaixo:

- Municípios que preecheram o Plano de Ação
www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde

- Municípios certificados
www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde/44_certificados.pdf

- Municípios que aderiram ao Projeto Município Verde
www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde/lista_adesao_municipios.pdf

- Municípios que não aderiram ao Projeto Município Verde
www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde/municipios_nao_aderiram.pdf

terça-feira, 25 de novembro de 2008

SMA divulga "ranking" ambiental dos municípios paulistas


Em evento, no Memorial da América Latina, Projeto Município Verde apresentará o resultado das avaliações de 332 cidades do Estado de São Paulo.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SMA divulga, nesta quarta-feira, 26.11, em cerimônia no Memorial da América Latina, o ranking ambiental dos municípios paulistas. Ao todo, 332 municípios receberão uma nota ambiental, que avalia o seu desempenho em dez diretivas que regem o Projeto Ambiental Estratégico Município Verde: Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho de Meio Ambiente.

Lançado em junho de 2007, o projeto Município Verde surgiu como uma proposta de descentralização da agenda ambiental paulista, considerando que a base da sociedade está nas cidades. A princípio, a equipe do projeto esperava a adesão de, no máximo, 200 municípios. No entanto, 613 assinaram o termo de adesão. Desses, 521 indicaram interlocutores – responsáveis por intermediar o diálogo entre Governo do Estado e as prefeituras –, e 332 entregaram o plano de ação completo, intitulado plano de metas, que permite à equipe do Município Verde avaliar o empenho do município através dos progressos ambientais apresentados na localidade.

Cada município, dos 332, foi avaliado com uma nota, que pode variar de zero a 100. As 44 localidades que tiveram média acima de 80 vão receber o certificado de Município Verde. Além disso, serão premiados os 24 interlocutores mais participativos e as 16 cidades com o melhor desempenho em sua Bacia Hidrográfica, que receberão o prêmio Governador Franco Montoro – homenagem ao político e ex-governador do Estado de São Paulo - que pregava a importância da descentralização como forma de ação política para o fortalecimento dos municípios, já que são neles que a comunidade vive e se identifica. Além disso, os municípios com melhor avaliação terão prioridade na obtenção de recursos junto ao Governo de São Paulo.

Apesar da divulgação das notas, o projeto não termina. Ele é contínuo e, em 2009, uma nova avaliação será feita com os municípios atuais e outros que entregarem o plano de ação.

Mais informações no site: www.ambiente.sp.gov.br/municipioverde

Amazônia deixará de existir se desmate chegar a 50%


A floresta amazônica deixará de existir se mais 30% dela forem destruídos. A afirmação foi feita na quinta-feira, dia 20 de novembro, em Manaus, durante a conferência científica Amazônia em Perspectiva.

"O número agora está consolidado. Se 50% de toda a Amazônia for desmatada, um novo estado de equilíbrio vai existir no bioma", afirma Gilvan Sampaio, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Hoje aproximadamente 20% de toda a floresta amazônica, que tem mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, já sumiram "No Brasil, esse número está ao redor de 17%. "

E pode chegar aos 50% até o meio do século. Um estudo de 2006 da Universidade Federal de Minas Gerais prevê que, se o ritmo do corte raso continuar, quase metade da floresta que sobra hoje tombará até 2050.

O novo modelo desenvolvido pelo pesquisador não considera mais a vegetação como algo estático, como ocorria nos estudos apresentados anteriormente. "Desta vez, existe uma espécie de conversa entre o clima e a vegetação", afirma Sampaio, que havia publicado uma versão anterior de seus modelos no ano passado.

De acordo com o estudo, que analisa a situação da floresta num intervalo de 24 anos, a região leste da Amazônia ainda é a mais sensível. Como o clima depende da vegetação, e vice-versa, a ausência de árvores na parte oriental da Amazônia fará com que as chuvas diminuam até 40% naquela região.

"As pessoas têm a idéia de que a floresta cortada sempre se regenera, mas nesse novo estado de equilíbrio isso não deve mais ocorrer, pelo menos no leste da floresta".

O estudo também mostra que a geografia do desmatamento pouco importa para que o ponto de não-retorno da floresta seja atingido. "A questão é quanto você tira e não de onde". Se países como o Peru e a Venezuela, onde a situação da floresta é melhor hoje, começarem a desmatar muito, todo o bioma estará em perigo.

A conseqüência desse novo equilíbrio ecológico será bem mais impactante no lado leste. Sem chuva, a tendência é que toda a região vire uma savana pobre. "Não é possível falar em cerrado, porque ele é muito mais rico do que a capoeira que surgiria na Amazônia."

O oeste amazônico, entretanto, onde estão o Amazonas e Roraima, continuariam a ter florestas, mesmo nessa nova realidade climática. "A umidade continuaria a ser trazida do Atlântico pelo vento", diz.

O desafio brasileiro para impedir que a floresta entre em um novo estágio evolutivo parece até fácil de ser resolvido – no papel. Dos 5 milhões de hectares da Amazônia que estão dentro do país, 46% são protegidos por lei. Mas, na prática, a preservação dessas regiões não é integral.

Uma prova clara disso foi dada ontem também na conferência de Manaus. Dados apresentados por Alberto Setzer, também do Inpe, mostram que entre 2000 e 2007 os satélites registraram focos de incêndio em 92% das unidades de conservação da Amazônia. "Isso me deixa consternado", diz Setzer.

Em Roraima e Tocantins, 100% das áreas de proteção ambiental tiveram incêndios. "Muitas dessas unidades de conservação não têm nem meios para combater o fogo", afirma o pesquisador.

O sumiço de parte da floresta amazônica terá conseqüências imediatas para o Nordeste. "A tendência de desertificação vai aumentar bastante", diz Sampaio. O grupo do Inpe ainda estuda as conseqüências da possível nova Amazônia para as demais regiões do Brasil.

Fonte: AMDA / Portal Folha

São Paulo ganha livro sobre bioenergia


O Governo do Estado de São Paulo, por meio de sua Secretaria de Desenvolvimento, acaba de lançar o livro Bioenergia no Estado de São Paulo, que detalha a situação atual, perspectivas, barreiras e oportunidades geradas pela bioenergia na região.

A publicação, que pode ser consultada gratuitamente na internet, aborda o histórico da produção de bioenergia no estado e a importância de São Paulo no setor, que é responsável por 60% da produção de etanol no Brasil, além dos benefícios ambientais, vantagens econômicas e as ações promovidas pelo governo para o incremento da produção.

O conteúdo da publicação teve origem em seminários técnicos conduzidos pela Comissão de Bioenergia do Estado de São Paulo. Ao todo foram oito seminários que contaram com mais de 500 participantes, nos quais foram debatidos 14 temas de referência previamente preparados por especialistas.

Segundo Alberto Goldman, vice-governador e secretário de Desenvolvimento, com a recente expansão do uso do etanol no mundo como combustível mais limpo do que a gasolina, a cultura da cana-de-açúcar em São Paulo está crescendo rapidamente: o aumento de produtividade na produção de etanol (em litros por hectare) tem sido superior a 3% ao ano nos últimos 30 anos.

“O que o governo do Estado deseja é que essa produtividade continue a aumentar e que a expansão seja feita de forma pouco agressiva, tanto do ponto de vista social como ambiental”, destacou no prefácio da obra, que tem tiragem de 2 mil cópias em língua portuguesa e 500 em inglês.

O livro foi organizado pelo coordenador da Comissão de Bioenergia do Estado de São Paulo e presidente consultivo do Centro Nacional de Referência em Biomassa, José Goldemberg, em parceria com o pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Francisco Nigro, e com a secretária executiva do Centro Nacional de Referência em Biomassa, Suani Coelho.

Mais informações: www.desenvolvimento.sp.gov.br


Fonte: Agência FAPESP.

Cresce a reciclagem dos plásticos no Brasil


780 empresas recicladoras, levantadas na pesquisa da Plastivida, faturaram R$ 1,8 bilhão e geraram 20 mil postos de trabalhos diretos em 2007.

Pesquisa da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos aponta que a reciclagem de plásticos no Brasil deu um importante salto nos últimos anos. Desenvolvida com base em 2007, de acordo com metodologia do IBGE, a pesquisa mostra que, em cinco anos, a atividade no País tem crescido a uma taxa de 13,7% ao ano. Se em 2003 eram recicladas 702.997 toneladas de plásticos, em 2007, esse montante passou para 962.566 toneladas.

A quantidade de empresas recicladoras aumentou. Em 2003, eram 492 no País, contra 780 levantadas no ano passado, o que representa aumento de 14,6% ao ano. O faturamento total da atividade também cresceu, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2003 para R$ 1,8 bilhão em 2007. A taxa média de crescimento no período é de 12,1%.

A pesquisa revela também que houve uma evolução na quantidade de postos de trabalho diretamente gerados pela atividade de reciclagem de plásticos no Brasil. Em 2003, eram 11.500 empregos diretos na atividade contra 20 mil constatados no ano passado, crescimento médio de 17,4% ao ano.

Das 780 empresas de reciclagem do Brasil, a região Sudeste concentra a maior parte delas, ou seja, 464 empresas, que representam 59,5% do total. Na seqüência, a região Sul se apresenta com 204 empresas (26,2%). 69 empresas encontram-se no Nordeste (8,8%), o Centro-Oeste conta com 33 empresas (4,2%) e a região Norte do País com 10, que equivalem a 1,3% do total.

Do total dos plásticos reciclados, em 2007, ou seja 962.566 toneladas, o Sudeste aparece em primeiro lugar com 577.540 toneladas (60%); seguido do Sul, com 240.642 toneladas (25%); em terceiro lugar aparece a região Nordeste com 115.508 toneladas (12%); o Centro-Oeste com 19.251 toneladas (2%); e Norte com 9.626 (1%).

A pesquisa também apontou quais os segmentos que mais consumiram plásticos reciclados em 2007. Os bens de consumo são os maiores demandantes do produto: os semiduráveis (utilidades domésticas, segmento têxtil, brinquedos, descartáveis, limpeza doméstica, calçados e acessórios), demandaram 52,3% dos plásticos reciclados em 2007; os bens de consumo duráveis (automobilístico, eletroeletrônico, móveis, entre outros), consumiram 18,7%. A agropecuária demandou 9,6% de reciclados, a construção civil, 11,9% e outras aplicações 7,5%.

O nível operacional médio da indústria brasileira de reciclagem de plásticos, em 2007, foi de 70,6% da capacidade instalada, que é de 1,5 milhão de toneladas. Para o presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, a ociosidade ainda existente pode ser traduzida pela falta de ações efetivas por parte dos municípios no que diz respeito aos resíduos sólidos. “No Brasil, dos 5.564 municípios, somente 7% contam com coleta seletiva”, afirma o executivo.

Em relação aos cuidados ambientais que as empresas devem ter em seus processos produtivos, a pesquisa aponta que a totalidade delas, que faz a lavagem do resíduo plástico, tem algum tipo de tratamento de efluente como lagoas, decantadores e outros.

A pesquisa sobre o índice de reciclagem dos plásticos foi encomendada pela Plastivida à Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial.



Fonte: Marcio Freitas - Yellow Comunicação.

sábado, 22 de novembro de 2008

Paraná incentiva uso de embalagens 100% ecológicas


Iniciativa do governo estadual tem apoio do Ministério Público local; supermercados começam a substituir sacolas plásticas convencionais por material biodegradável

Giselle Hoffmann

O Estado do Paraná quer reduzir em 30% o volume diário de resíduos depositados nos aterros sanitários - cerca de 20 mil toneladas. A ação faz parte do Programa Desperdício Zero, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com apoio do Ministério Público Estadual.

A iniciativa identificou os materiais que mais se acumulam nos aterros: sacolas plásticas, embalagens longa vida, pilhas, baterias, papel, materiais de construção civil, pneus, lâmpadas fluorescentes, metais, lixo orgânico, vidros e óleo lubrificante. Com base nessa lista, os fabricantes e distribuidores dos principais tipos de resíduos estão sendo convocados a assumir a responsabilidade sobre a destinação final desses produtos.

Em relação às embalagens plásticas, o governo estadual e o Ministério Público local contataram inicialmente a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) para conhecer o destino das 80 milhões de sacolas usadas mensalmente - o equivalente a 53 toneladas de plástico depositadas em aterros. Como a entidade não tinha a informação, a solicitação foi feita, na seqüência, às próprias redes de supermercados.

A partir disso, diversos supermercados passaram a substituir as embalagens tradicionais por materiais 100% ecológicos. A adesão tem sido maior por parte das cadeias supermercadistas locais. A resistência maior ocorre nas redes nacionais - algumas, inclusive, não forneceram a quantidade de sacolas usadas nem apresentaram as medidas alternativas para a questão do descarte desses itens no meio ambiente. Devido a isso, os estabelecimentos foram multados (R$ 70 mil por dia) pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Estimativas do programa Desperdício Zero apontam que de cada 100 sacolas plásticas, apenas 15 retornam para reciclagem. Uma das alternativas para substituir as embalagens tradicionais é a adoção do material biodegradável, que consiste no acréscimo de um aditivo (d2w) em sua fabricação. Ele tem as mesmas propriedades do produto convencional, inclusive em relação à resistência, transparência, permeabilidade e impressão. O principal diferencial é quanto ao processo de decomposição - enquanto o plástico comum dura até 200 anos, a sacola com d2w leva, no máximo, 18 meses para se degradar.

Lula quer parceria de prefeitos na preservação do meio ambiente


Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil


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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (21) o envolvimento dos prefeitos na preservação ambiental ao discursar na cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a Lei da Mata Atlântica.

Lula disse que é preciso envolver os prefeitos para que eles sejam co-responsáveis no respeito à legislação em vigor. Para o presidente, é necessário “fazer da preservação ambiental uma atividade do prefeito e do poder local, ou a gente vai ficar correndo atrás”.

Ele disse que antes da próxima Marcha dos Prefeitos, evento anual em que os representantes dos municípios vêm a Brasília para entregar um documento com reivindicações ao presidente da República, irá encaminhar a eles a sua lista de reivindicações. No documento, estará presente a questão ambiental.

Segundo Lula, não se pode creditar apenas às estruturas do Estado a responsabilidade sobre a preservação ambiental. “A preservação ambiental não é uma obrigação do Ministério do Meio Ambiente, dos ambientalistas, tem que ser uma política nacional em que os 190 milhões de brasileiros estejam engajados” disse.

Ao lado dos ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, o presidente disse que é preciso implantar “uma nova dinâmica” para a preservação do meio ambiente e destacou a importância da questão para o comércio brasileiro.

“Precisamos agir com mais rapidez e mais força agora porque a questão ambiental passa a se tornar uma vantagem comparativa para o Brasil que quer aumentar suas exportações.”

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Nossa Consciência Negra


Por Alexandre Braga*

O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, é feriado em 335 cidades, segundo levantamento da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). A data, que será tema de diversos eventos pelo país, lembra o dia em que foi assassinado,o líder Francisco Zumbi, do Quilombo dos Palmares, no ano de 1695. Herói e um dos principais símbolos da resistência negra à escravidão.

Palmares de ontem e hoje

Havia em Pernambuco, Minas Gerais, Bahia e outros estados cerca de 700 quilombos, 2600 comunidades remanescentes e milhares de insurreições que lutaram contra o jugo dos senhores de escravos, período que o sociólogo Clóvis Moura definiu como modo escravista colonial. Em 1971, ativistas do Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, chegaram à conclusão de que o dia 20 de novembro tinha sido a data da execução de Zumbi e estabeleceram - na como Dia da Consciência Negra. Em 2003, a lei 10.639, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a data como parte do calendário escolar. Mas, apesar dessa agenda de eventos para celebrar a negritude, a nossa consciência negra é fenômeno novo dentre as várias manias adotadas pelo povo. Hoje é “chique ser black”. É moderno cultivar os valores da “cultura black”, enquanto o fosso social entre brancos e negros ( os pretos e os pardos juntos ) mantém o apartheid brasileiro inalterado. O mito da democracia racial, por aqui, foi denunciado como mentira pela realidade socialmente perversa e pelos dramáticos indicadores sociais; que compravam que negro no Brasil está associado à miséria e exclusão social. Por exemplo, somente o IBGE calcula que precisaremos de pelo menos 20 anos de políticas voltadas para as ações afirmativas para colocar brancos e negros em níveis mínimos de igualdade.

Resistência

Portanto, a lembrança de datas como essas têm um viés político muito forte: a resistência venceu a escravidão. Por isso, suas atividades vêm carregadas de tempero emocional. Dessa forma, o Dia da Consciência Negra traz consigo tantas e variadas atividades, como as marchas para aumentar a consciência do pertencimento étnico, os protestos mais raivosos e justos, e as homenagens aos homens e mulheres negros ( Zumbi e Dandara, líderes da República de Palmares; Osvaldão, líder da Guerrilha do Araguaia; Machado de Assis, escritor; André Rebouças, engenheiro especialista em engenharia hidráulica-ferroviária e de portos; Chiquinha Gonzaga, compositora, pianista e primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, João Cândido, líder da Revolta da Chibata, entre outros) que, de alguma forma, ajudaram na construção da riqueza da nação-continente mais negra fora do continente africano. E o maior significado desse dia é que longe do ranço contra quem quer que seja, hoje a população negra, ou os 49,8% do povo brasileiro, luta pelo cumprimento do plano de ação assumido na Conferência da ONU Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata em 2001 e pelas propostas da Conferência Nacional de Promoção de Igualdade Racial, organizada em 2005 pelo governo brasileiro. Além disso, o Movimento Negro quer justiça social aos próprios negros, aos povos de tradição indígena e aos demais grupos que durante a construção dessa nação-continente tiveram seus direitos humanos violados.

Ou seja, no século XXI o debate sobre as alternativas para o desenvolvimento sustentável, as soluções para superação dos conflitos étnicos e o combate ao preconceito e às desigualdades sócio-raciais se dão entrelaçadas pelo culto à capacidade de resistência dos povos e pelo clamor por eqüidade. É inegável a herança africana na culinária, na dança, no ethos do nosso povo, mas é inegável também o atraso com que o Estado brasileiro trata essas questões. Às vezes quando as assumem o faz lentamente e de forma mais para negro ver do que para negro ter justiça e respeito de fato.

* Alexandre Braga é Coordenador de Comunicação da Unegro-MG e da Coordenação Executiva do FOMENE-Fórum Mineiro de Entidades Negras. Email:bragafilosofia@yahoo.com.br.